As crianças que iniciam a creche antes dos três anos de idade, recebendo atenções de cuidadores exteriores ao universo familiar, apresentam sinais mais fortes de desenvolvimento cognitivo e da linguagem do que as que passam esse período à guarda dos pais e avós. Esta é pelo menos a convicção de uma equipa de dois médicos do distrito de Braga, que publicaram os resultados da sua investigação na revista científica “Acta Pediátrica Portuguesa”.

As conclusões de Vítor Portela Cardoso e Paula Mendes, que analisaram artigos científicos dos últimos 37 anos, mostram que os cuidados não parentais até aos três anos podem ser benéficos ao nível do desenvolvimento cognitivo e da linguagem, traduzindo-se, arriscam os autores, “num melhor desempenho escolar”.

Os resultados demonstraram que as crianças que frequentaram creches de média a elevada qualidade apresentavam melhores resultados do que aquelas que tiveram cuidados maternos exclusivos, mesmo em idades muito precoces. Os cuidados não parentais fora do domicílio por parte de uma pessoa não familiar, como uma ama, foram os que apresentaram resultados mais fracos. sem impactos consistentes neste estudo.

Fonte:

Revista Pais & filhos

número 290

março 2015

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